Dúvidas Frequentes

Porque na zincagem de parafusos com classe de resistência 12.9 ocorre a fragilização por hidrogênio.

A fragilização por hidrogênio é associada a fixadores com dureza superior a 30 HRC e produzidos com aço carbono ou aço liga. Seu efeito pode causar diminuição de ductilidade, trincas ou rupturas nos fixadores, ainda que aplicados sob tensões abaixo de suas resistências ao escoamento.

A absorção do hidrogênio livre do banho eletrolítico, ou de qualquer outra fonte, pode provocar a fragilidade do material.
Isso ocorre porque o hidrogênio atômico que migrou para os contornos dos grãos (ponto de maior concentração de tensão) gera uma pré-tensão no fixador que, ao apertado, excede sua capacidade de carga, ocorrendo, em pouco tempo, sua fratura.

A decapagem ácida e a eletrodeposição de zinco estão entre os tratamentos superficiais mais comuns que causam a hidrogenização.

Qual tratamento superficial devo utilizar nos parafusos 12.9, quando necessitar de uma aplicação em ambiente corrosivo?Algumas das alternativas para se evitar a fragilização por hidrogênio em parafusos de alta resistência é fazer-se uso de um processo de tratamento superficial que não tenha oferta de hidrogênio, isto é, que não ocorra por banho eletrolítico e não possua processo de limpeza por decapagem ácida. Como é o caso dos organo-metálico, por exemplo: Zintek, Geomet, Dacromet ou Delta Protekt.

Os principais métodos de aperto são:
Controle de Torque (zona elástica)
Controle de Gradiente de Torque/Ângulo até o limite de escoamento (Yield Point) – Sistema computadorizado (limite elástico)
Controle de Torque X Ângulo (zona plástica)
Controle de Alongamento (zona elástica)

O sistema a ser utilizado depende da dispersão desejada entre a força mínima requerida e a máxima passível de ser gerada ao fim do aperto x o custo embutido ao sistema de aperto adotado.
 

Controle de Torque

No aparafusamento por controle de torque, a Força FM é alcançada com grande grau de incerteza , devido as inevitáveis variações dos coeficientes de atrito na zona de contato cabeça/junta, porca/junta e rosca internas e externas.
 

Controle de Torque até o limite de escoamento

Esse controle se baseia no principio que o Torque e o Ângulo têm uma relação linear após o pré-torque (momento de ligação). Da relação Incremento de Torque X Incremento do Ângulo obtém-se um quociente diferencial, ou gradiente. A partir do momento de ligação, esse gradiente permanecerá constante até o limite de escoamento. A partir desse limite, devido a uma modificação da relação Torque X Ângulo, esse gradiente começa a diminuir significativamente, momento em que então interrompe-se o processo de aperto.
 

Controle de Torque X Ângulo

O controle de Torque X Ângulo é indiretamente um controle de alongamento, desta forma ficam minimizadas as variações de atrito sendo somente relacionadas ao que comumente se chama momento de ligação, devido ao necessário pré-torque. O sistema se baseia na relação que existe entre o alongamento (deformação linear) e o giro da cabeça/porca do parafuso.
 

Controle de Alongamento

Através de um dispositivo hidráulico o parafuso é primeiramente alongado ou tracionado por uma ponta, sendo a porca posteriormente posicionada por giro livre. Nesse método, o parafuso não recebe força de torção durante a montagem. Utiliza-se normalmente esse processo para parafusos de grandes bitolas, onde outros métodos apresentariam dificuldades; devido ao elevado torque.
 

Essa numeração representa a classe de resistência que o parafuso possui.

8.8
 
8
800 N/mm² mínimo de resistência a tração
.8
80% da tração = limite de escoamento de 640 N/ mm²
 
10.9
 
10
1040 N/mm² mínimo de resistência a tração
.9
90% da tração = limite de escoamento de 936 N/ mm²
 
12.9
 
12
1220 N/mm² mínimo de resistência a tração
.9
90% da tração = limite de escoamento de 1098 N/ mm²


As diferenças são;
Quanto menor for a classe de resistência do parafuso, maior será a sua ductilidade, porém menor será a sua capacidade de gerar força.
Quanto maior for a classe de resistência do parafuso, menor será a sua ductilidade, porém maior será a sua capacidade de gerar força.

É a capacidade de deformação do material até sua ruptura, sendo que, quanto mais dúctil for o parafuso, maior será sua capacidade de alongamento sem se romper.
Parafusos com boa ductilidade podem ser apertados até a zona elasto-plástica, onde obtêm-se a maior força de fechamento da junta.

Conforme norma ISO 898 parte 2
Parafuso 12.9 utiliza-se uma porca classe 12, Dureza 295 a 353 HV (Tipo 1)
Parafuso 10.9 utiliza-se uma porca classe 10, Dureza 272 a 353 HV
Parafuso 8.8 utiliza-se uma porca classe 8, Dureza 200 a 302 HV (Tipo 1para bitolas de M4 até M16)
A dureza da porca não necessita ser maior que a do parafuso. O mais importante é a carga de prova especificada para cada classe, que, conforme a resistência do material da porca, pode exigir maior ou menor numero de filetes engajados.

É a tendência de um material quebrar-se quando submetido a esforços cíclicos. Isto significa que, mesmo tendo o fixador suportado o esforço de tração com o qual foi inicialmente apertado, o mesmo pode vir a romper-se; dependendo das tensões e da freqüência das cargas dinâmicas envolvidas.

A Metalac distribui os parafusos TELLEP através de seus revendedores, que estão localizados em várias cidades do Brasil e no exterior. Entre em contato conosco para que possamos indicar um de nossos revendedores mais próximo de sua cidade.
A Metalac também desenvolve, especialmente para nossos clientes finais, itens para aplicações especiais conforme especificação e/ou desenho do cliente.

A Metalac é fabricante dos seguintes produtos:

Linha TELLEP

  • Parafusos com Sextavado Interno que podem ser adquiridos através de nossos revendedores:
  • Parafuso Cabeça Cilíndrica DIN 912 / ISO 4762 e ASME B 18.3;
  • Parafuso sem Cabeça DIN 913 / ISO 4026 (Ponta Plana), DIN 914 / ISO 4027 (Ponta Cônica), DIN 915 / ISO 4028 (Ponta Half-Dog), DIN 916 / ISO 4029 e ASME B 18.3 (Ponta Côncava com Recartilha);
  • Parafuso Cabeça Chata DIN 7991 / ISO 10642 e ASME 18.3;
  • Parafuso Cabeça Abaulada ISO 7380 e ASME B 18.3;
  • Parafuso com Cabeça Baixa DIN 6912 (com Furo Guia de Chave);
  • Parafuso com Cabeça Baixa DIN 7984 (sem Furo Guia de Chave);
  • Chave Hexagonal DIN 911 / ISO 2936 e ASME B 18.3;
  • Bujão de Pressão.

Linha Especial:

  • Itens para aplicações críticas na indústria automotiva, como parafusos ou componentes especiais submetidos a grandes esforços dinâmicos, como por exemplo, parafusos de biela, cabeçote, mancal, pinos de freios, entre muitos outros.